Iron Ladies

Foi num ímpeto de alegria, quase sem pensar, que reuni alguns amigos com a intenção de rever essa banda. Sim, pois já havíamos nos maravilhado da primeira vez. Esta, que seria a segunda, não contaria com a presença indispensável de duas pessoas, a minha esposa e a esposa do amigo Fernando, ambas muito cansadas para sair naquela fria noite de sexta, dia 25. Era meu primeiro dia com 44 anos. Então, o show seria mais uma das muitas comemorações que sofri neste aniversário, mais um motivo para não perder essa oportunidade!

Fomos em quatro homens, um acompanhado pela namorada, que estava bem apreensiva quando chegamos ao bar. Afinal de contas, ela claramente não fazia parte do movimento, sendo Iron Maiden para ela uma coisa quase que assustadora, e sendo Iron Maiden interpretado por um bando de mulheres tornava a coisa mais estranha ainda para ela. Mas, como no amor vale tudo, lá foi ela a tiracolo com seu amor, um dos fanáticos fãs da banda, assim como nós.

Qualidade da casa à parte, as garotas dessa banda dominaram o ambiente com sua beleza, competência, simpatia, carisma e acima de tudo, um amor ao metal que muito marmanjo não consegue ter. Chegamos por volta da meia noite e meia, bem  quando já soava pela casa Churchill’s Speach, sinal de que Aces High abriria novamente o show. A galera logo foi à loucura, parecia que estávamos dentro do Live After Death! Tudo muito alto, bem executado e com qualidade ainda melhor que na última vez, bem acima do que se poderia esperar daquele bar. Um lugar que já nasceu pequeno para elas, apertado e um tanto desagradável na disposição do palco. Poderia ser bem melhor, ou ao menos se equiparar com outros lugares do gênero, ali na mesma 13 de maio, como o Café Piu Piu, por exemplo, onde além de muito espaço, há uma distribuição bem inteligente de palco e plateia. Isso sem falar na estrutura para quem gosta de tomar uma. Mas não estou aqui para analisar bares, estou para deixar registrado as maravilhas a nós oferecidas pelas donzelas de ferro mais lindas e talentosas que o mundo já viu.

IronLadies

A falta de uma infraestrutura adequada não prejudicou a apresentação delas em nada. Quem estava ali não ligava para nada disso, só a música importava, e neste caso, da melhor qualidade! Elas botaram para quebrar, clássico após clássico, tudo com muita paixão e competência. Tanta habilidade e sincronia valorizava ainda mais o som da banda original, a qual hoje em dia nem toca mais muitas das canções entoadas pelas princesas com tanta perfeição. Em dois atos, elas passearam pela maior parte da discografia do Iron, levantando a galera com The Evil That Men Do, Wasted Years, Powerslave, 2 Minutes To Midnight, The Number of the Beast, The Clairvoyant, Run to the Hills, Be Quick or Be Dead e muitas outras, satisfazendo a todos os gostos. Hallowed Be Thy Name e Iron Maiden foram momentos de destaque, uma pela performance poderosa de nossa querida Carol e outra pela exibição magnífica de virtuosismo e domínio das guitarristas. Difícil dizer qual das duas foi melhor. A baterista da banda estava simplesmente um animal selvagem nessa noite. Muitas vezes nos remetendo ao estilo do saudoso Clive Burr.

Entre um ato e outro, as meninas desceram do placo e deram outro show de simpatia, humildade e amor pelos fãs, conversando com todos e posando pra fotos e mais fotos, com muita paciência e disposição. Definitivamente elas conquistaram o coração dos paulistas e esperamos que aqui se torne rotina em seus shows, principalmente se for para tocar em outro bar, um pouco mais preparado para receber uma banda como elas.

Eu tive a oportunidade de conversar com a belíssima baixista e ela me deixou esperançoso sobre o que vem por aí nos próximos shows. Parece que as meninas irão expandir seus sets com canções como Seventh Son of a Seventh Son, Rime of the Ancient Mariner, entre outras…. Sim, meus amigos! As Donzelas de Ferro não estão para brincadeira, não! Estamos historicamente participando apenas do início da saga dessas belas e valentes guerreiras!

 

O que atrapalhou um pouco a noite foi um rapaz empolgado demais que não saía do palco delas, agitando e realizando danças estranhas… Ele tentava aparecer ainda mais que a banda e eu fiquei pensando na idade média. (Sim, pois quando os exércitos se encontravam, segundo Bernard Cornwell, os druidas iam na frente, nus e cheios de lama e excrementos, os quais atiravam no exército inimigo, junto com pragas e xingamentos. Somente depois desse ritual é que os escudos se encontravam…) Falha da organização do bar. Alegrias à parte, alguém deveria ir até o cidadão dar apenas uma baixada de bola de leve no ser, para a gente poder assistir só as meninas e não ele… Mas enfim, a galera estava tão feliz que ignorou o indivíduo, acredito que muitos até pensaram que ele era a aparição do Eddie no palco… Confesso que ele era até parecido.

O mais importante foi que nada conseguiu deter a invasão das meninas mais pesadas do metal que crescem em competência e paixão a cada apresentação! Nossos corações são delas para sempre, nossas vidas lhes pertencem e assim como meus amigos e todos que lá estavam, eu também estarei em cada apresentação que as princesas fizerem em São Paulo, não importa onde toquem, estaremos todos lá, prestigiando o talento, a beleza e o amor dessas meninas que vieram para realizar os sonhos de todos os fãs do Iron.

UP THE IRON LADIES! FOREVER METAL!

IronLadies2

 

— Marcos Falcão

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