Entrevista: Retrô-Visor

A banda Retrô-Visor veio a ser uma surpresa neste ano de 2017. Se apresentando em bares da região de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, a banda vem chamando atenção de todos por seu carisma. Simplicidade e competência, executando clássicos do Rock nacional dos anos 80 e 90, com muita paixão, energia e competência. E o mais legal de tudo isso, de forma totalmente independente. A banda vai à luta, muitas vezes tocando por puro amor ao Rock, só para participar com a galera das mais incríveis celebrações. Por estes e outros motivos, o Rocktown abriu um espaço para divulgar esses caras, que levam um som cheio de vigor, nos mandando de volta ao tempo, para um momento onde o Rock era sinônimo de rebeldia e a frase ¨Não vamos aceitar mais isso¨ era o lema de toda uma geração. Você já leu sobre eles aqui, agora tive o prazer de entrevistar dois dos membros da banda, Gomes Lira e Alexandre Queiróz, que num papo descontraído no Brother’s Beers nesta sexta-feira dia (22), um barzinho aconchegante no Parque América, região do Grajaú. Lá, me contaram tudo que queríamos saber. Leiam a matéria abaixo e não se surpreendam se quiserem ver a banda em breve.

Marcos FalcãoBoa noite,  amigos, é um prazer estar aqui com vocês nessa noite perfeita. Agradeço a disponibilidade e a atenção para com o nosso Rocktown e as pessoas que nos seguem e incentivam. Primeiramente quero saber  o que levou a formar a banda?

Alexandre Queiróz – Bom,  cara, eu entrei na Retrô-Visor, ou seja, a banda já era formada quando cheguei. O que sei é que a Retrô-Visor vem de uma banda que já existia antes, o Alt F4, que se separou. O Gomes Lira, nosso guitarrista, manteve o pensamento da banda anterior, onde ele também tocava guitarra e continuando no mesmo pensamento, teve essa vontade de continuar com um repertório principalmente dos anos 80, tanto do Rock Nacional, como do Internacional, e vinha nessa linhagem bem oitentista. Foi nesse momento que nos conhecemos num churrasco no Christiano, a escola onde trabalhamos. Somos professores da Rede Pública Estadual, eu leciono Biologia e ele História. Naquele momento eles estavam enfrentando a saída do vocalista e foi aí que eu fiquei com a vaga.

Marcos FalcãoEssa aqui é para o Gomes. Você fazia parte de uma banda antes, o Alt F4, na qual chegou a gravar um CD. O que foi que houve? Conte um pouco para a gente como se deu essa história.

Gomes Lira – Sim, eu fiz parte dos fundadores do Alt F4, ficamos cerca de nove anos tocando juntos. Era uma brincadeira de tocar música dos anos oitenta, quase como a gente toca hoje, mas era mais pra desestressar. Mas aí a coisa foi ficando mais séria e a gente gravou um CD, fizemos um clipe e tal. Chegamos até a dar algumas entrevistas, mas aí o vocalista saiu e a gente foi tentando substituir o cara, mas acabamos não acertando e isso causou um desânimo na banda, culminando com a saída de nosso baterista, que era vital para nós. Quem começou a banda fui eu e o vocalista, o Roberto, e o baterista era o segundo mais antigo de nós. Éramos os três pilares. Saiu o cantor, na sequência o baterista e eu. Daí a banda acabou.

Marcos FalcãoFicou o registro em CD né? Eu tenho um, até que era bem legal.

Gomes Lira – O CD foi um baita investimento, mas acho que faltou mesmo mais empenho nosso, mais aquela vontade de fazer acontecer. Até tentamos uns três candidatos à vaga de vocalista, mas acabou que não deu certo.

Marcos FalcãoBom, disso veio essa nova banda,  então… 

Gomes Lira – Sim, agora estou com o Retrô-Visor, eu até ia parar de tocar, ficar só brincando, mas não deu. Tanto tempo fazendo isso não dá mais para brincar. Conheci os primeiros membros pela internet. Chamei o Galo, que foi nosso primeiro vocalista, depois o Marcos, o baterista e o Vagner, baixista. Daí em diante fomos trocando. Com a saída do Galo conheci o Alexandre e a gente acabou fazendo uns ensaios e deu certo.

Marcos FalcãoFale um pouco para a gente sobre a trajetória musical de vocês. Alexandre, como é isso para você?

Alexandre Queiroz – A Retrô-Visor é minha banda agora depois de quinze anos parado. Mas eu já tive uma banda de Hardcore, naquela época do Grunge dos anos noventa. Era uma banda chamada Penitentes. Nós tínhamos até um CD gravado, também com algumas faixas autorais. Tínhamos uma música de trabalho, se chamava Pressão, disponível hoje na internet, é um Hardcore pesado mesmo, que era o que mandava bem naquela época. Eu venho de uma linhagem gospel. Meus pais são evangélicos. Eu cantei muito gospel, mas quando você chega numa determinada idade vem uma nova leitura de mundo e você vê que aquilo que te empurravam goela abaixo não é exatamente aquilo que se quer. Abandonei o Gospel e fui para o Rock, que sempre havia sido minha essência desde criança. E foi aí que participei do Penitentes. Depois de 15 anos eu casei, fui trabalhar e terminar meus estudos.  E aí foi quando deu muito certo de acontecer essa nova oportunidade e estamos fazendo esse trabalho que eu considero incrível.

Marcos FalcãoE você, Gomes?

Gomes Lira – Eu passei por várias bandas. Estou agora com 50 anos, comecei a tocar com 17 para 18 anos. Para mim a banda Alt F4 foi a melhor banda que tive. Tínhamos covers e um belo trabalho autoral, era muito legal.  Foi uma coisa mais madura. Mas eu passei por outras bandas, toquei vários estilos, conheci outros instrumentos também. Na essência eu sou oitentista, meu trabalho vai nessa direção. A coisa com o Alt F4 foi muito forte, tanto que eu acabei trazendo muitos elementos de lá para esta nova investida.  Inclusive temos a ideia de talvez, futuramente começar a compor músicas autorais.

Marcos Falcão –  Como se deu o nome da banda?

Gomes Lira–  Na verdade quem formou o Retrô-Visor fui eu e o Galo, direcionado principalmente aos anos oitenta. Daí o nome da banda, você pode pensar que se trata do retrovisor de um carro, como tem lá o Paralamas do Sucesso, Placa Luminosa, mas ideia é principalmente de uma peça do Marcelo Rubens Paiva. Ele tem um livro, Feliz Ano Velho, inclusive,  e tinha uma peça que se chamava “No Retrovisor”, que é assim: Você está seguindo em frente, mas está sempre olhando no que vem atrás. Isso tem tudo a ver com nossa proposta, que é resgatar os clássicos, trazê-los para o momento presente e futuramente criar coisas novas, influenciadas por todo esse passado de qualidade do Rock Nacional. O autoral é se fazer coisas novas olhando para o passado.

Alexandre Queiróz –  O nome sugere bem a realidade, o que a gente vive hoje, com essas músicas que trazemos dos anos oitenta. Retrô-Visor, é assim: você já passou por aqui, mas está sempre de olho naquilo que ficou para trás.

Gomes Lira – A gente até pensou uma coisa relacionada ao hífen: O nome escrito Retrô-Visor, tipo alguma coisa nova com conteúdo antigo.

Alexandre Queiróz – É o resgate de algumas músicas que tinham um cunho de protesto, um objetivo, uma ideologia, um modo de ser, coisa que hoje a gente já não tem. Inclusive nós, numa posição de educadores, é importante sempre trazer essa memória nacional para os mais jovens, ainda mais agora no momento politico que se vive. E o Rock é uma das armas que se tem no combate à opressão. Ele veio para lutar contra aquilo que a gente não aceita, é o não conformismo, o protesto, como sempre foi.

Marcos FalcãoSabemos que vocês executam covers de antigas bandas de rock nacional dos anos 80 e 90. Além disso, existe uma proposta da banda?

Gomes Lira – Existe essa vontade. Claro que a gente não é mais adolescente, não tem mais tanto tempo livre para se reunir, para compor. Mas há essa vontade,  sim, de pelo menos gravar um EP com umas quatro músicas, para ser nosso cartão de visita para eventos maiores, tais como a Virada Cultural onde não tem como você se inscrever sem um trabalho autoral.

Alexandre Queiróz –  Na realidade,  a gente tem umas coisas escritas, só carecendo de alguns ajustes e arranjos, pois queremos trazer uma característica bem nossa mesmo, aliada àquele rock dos anos oitenta com um pouco do peso dos anos noventa. Bem Retrô-Visor, mesmo.

Marcos FalcãoEntão existem planos de incluir novas músicas no repertório de 2018, inclusive outros covers?

Gomes Lira –  Sem dúvidas. Além de algo autoral que está por vir, também continuaremos a tocar anos 80 e vamos incluir ainda mais coisas dos 90, pois há bastante material que merece ser revisitado. Inclusive,  com o novo integrante, poderemos colocar sons mais complexos, guitarras mais pesadas, mais solos.

Alexandre Queiróz – Isso mesmo, com a entrada do Neal na bateria e o Felipe na guitarra, que são uns caras que já tem uma trajetória musical onde já tocaram em várias bandas e tal, a tendência é mesmo incluir mais elementos na banda, mais solos de guitarra, mais trampo de bateria, uma coisa mais dinâmica que achamos bastante nos anos 90.

Marcos FalcãoParece algo comum ao nosso dia a dia a mídia noticiar atos de violência motivados por algum tipo de preconceito. No Rock é frequente a menção ao Diabo, por exemplo. Na sua carreira, vocês já passaram por alguma situação dessas?

Alexandre Queiróz – Ah, isso é o tipo de coisa que se ouve direto. Tem gente que quando é convidada para ir num show nosso já logo pergunta se somos aquele “metal do capeta”… Sempre tem alguém para lembrar do cara mordendo a cabeça do morcego (Ozzy Osbourne fez isso em 1982, N.R.), mas na realidade a gente tem o Rock como uma música de libertação.  A maneira como me porto no palco, como o Gomes conduz a guitarra e os outros integrantes. É nosso momento de libertação. Não vejo o Rock como uma coisa satanista, vejo como um símbolo de liberdade. Quando você fala o que o pensa e age como realmente quer, contra o sistema, a favor da paz, enfim. Alegria e liberdade. Tem muita gente que vê o nosso show e quando ele acaba as pessoas ainda querem mais. O povo não vê o tempo passar de tanto que se sente bem. E olha que fazemos as vezes duas horas e meia de show! Sempre tem gente pedindo bis. Isso é libertação, bem-estar, nada a ver com coisas satanistas.

Marcos FalcãoAlexandre, você acredita que o Diabo é o pai do Rock?

Alexandre Queiróz – Olha… Se não foi, ele que deu o toque! (Risos) 

Gomes Lira – Eu tinha um amigo que sempre dizia:  Se o Inferno for o Rock, é para lá que eu quero ir. Para mim os roqueiros são cabeludos e barbudos e Jesus, nessa mesma linha, deve ter sido o primeiro roqueiro da história!!

Alexandre Queiróz – Darwin também era cabeludo e barbudo.

Gomes Lira – Esses funkeiros aí com esses cabelinhos batidinhos aí, com chifrinhos e tal, esses caras,  sim,  são assustadores, até mesmo pela música que ouvem…

Alexandre Queiróz – Falando sério, essas coisas aí sobre Inferno, Diabo e Rock são mais o marketing. Nada além disso. Para nós é uma maneira de dar risada de muita gente medíocre o babaca por aí. Pois esse negócio do Diabo e o Rock vem muito da ideia preconceituosa de algumas religiões e só.

Marcos FalcãoMudando um pouco aqui, porém sem tomar partido pelo Diabo, sabemos que em 2018 teremos eleições. Qual o posicionamento de vocês em relação à política? O que se espera deles na opinião de vocês?

Gomes Lira – Eu sou declaradamente de esquerda. Acredito nisso pela minha origem. A política hoje em dia dá desgosto. Mas,  por outro lado, você negar a política é pior. A negação política faz um cara como João Dória ser eleito em primeiro turno. Eu acredito que as pessoas têm que se informar, pesquisar o candidato, procurar ao menos um candidato ficha limpa e votar. Depois é preciso acompanhar, cobrar, não é só na época de eleição. Realmente tem que votar, tem que procurar entender, e outra, é bem capaz que isso não aconteça em 2018. Esses caras envolvidos e todo o tipo de maracutaia aí vão perder o mandato. Não tem como se reeleger. Mas parentes e amigos deles vão conseguir se reeleger. E isso é lamentável. Mas eu tenho que acreditar na política. Não dá para você querer uma revolução, uma guerra civil, qualquer coisa do gênero, pois isso seria pior para todo mundo.

Alexandre Queiróz – Esse lance da política também está muito atrelado à qualidade da educação. Quando a educação não funciona, o povo passa a crer em tudo aquilo que o noticiário fala, tudo aquilo que um idealista qualquer da Globo fala, para você ter uma ideia é absurdo e alarmante o número de pessoas que defende a volta do militarismo! Isso é muito perigoso. A maior parte deles não tem nem noção do que foi isso. Eles confundem tudo, tem sujeito achando que o militarismo poderia resolver a questão da marginalidade, da corrupção. E a gente sabe que não é nada disso. Como educador vemos os caras sucateando a educação cada vez mais. Nos são tiradas condições de trabalho, contextos didáticos, salários e tudo que for possível para piorar cada vez mais as condições de ensino. E por causa disso alguns colegas desistem, jogam a toalha e o nível de educação cai de tal maneira que a mídia acaba assumindo o papel de grande formadora de opinião e aí dá nisso que vemos hoje em dia. Eu, particularmente, tenho muito medo dessa eleição de 2018.

Marcos FalcãoEu também tenho medo… Mas voltando ao foco, músicos da sua geração tinham uma causa, algo pelo que lutar. No caso, uma ideologia a ser definida.  Vocês sentem falta de estímulos para a nova geração?

Gomes Lira – Tem uma música do Ultraje a Rigor, O Rebelde Sem Causa, era o reflexo de uma geração que ainda lutava contra os vestígios de uma opressão. Acontece que a partir dos anos noventa houve uma queda nesse tipo de coisa. Não se teve mais grandes bandas, ideologias, parece que não tem mais do que reclamar.

Alexandre Queiróz – Uma ou outra banda ainda tinha o que dizer, como O Rappa, Planet Hemp, por exemplo, mas é uma coisa mais ideológica, uma parada mais que eles acreditam.

Gomes Lira – Eu acho pouco. Se comparar com os anos oitenta a quantidade de bandas e ideias era absurda. Essas bandas e mais algumas foram coisas mais de momento que não vingaram no ideal de protesto. São vozes únicas no horizonte, infelizmente…

Marcos FalcãoO Retrô-Visor é uma banda de protesto, como foram as bandas das quais faz covers?

Gomes Lira – Não diria que somos uma banda de protesto. Claro, temos o nosso posicionamento político. Mas não somos uma banda de protesto.

Marcos FalcãoDe que maneira podemos atrair a atenção do público jovem para o movimento do rock nacional neste século?

Alexandre Queiróz – É difícil. A divulgação do próprio rock em si, contribui. Tem uma molecada boa aí pelas escolas. Quando a gente toca Tempo perdido, Eduardo e Mônica, Pais e Filhos e outras coisas semelhantes esse povo vem à tona. Legião Urbana é atemporal. Uma das portas de entrada para se trazer esses jovens. E tem também apelos mais recentes, como o Charlie Brown Jr., que quando a gente toca podemos ver a empolgação da molecada. Logicamente que hoje precisaríamos de mais espaço, como era antes. Hoje é tudo comércio. Nada interessa, nem como foi feito, nem arranjo, nem letra. É só dinheiro. Daí vira essa palhaçada sem conteúdo e improdutivo. Acreditamos que voltando a divulgar o rock mais ou menos como antes, talvez possamos alcançar um público fiel.

Gomes Lira – O Rock nunca vai morrer. Ele sempre se renova e continua. Talvez essa falta dele em larga escala nos dias atuais, pelo menos no Brasil, pode ser um momento de fortalecimento para de repente voltar com força total. Eu não me surpreenderia com isso. Existe uma cena que é fragmentada por enquanto. Falta alguma coisa para unir tudo isso. Talvez o contexto politico ajude nisso, tem muita gente insatisfeita e muita gente que ainda vai cair em si. E isso acontece em todas as idades. Atrapalha um pouco a decadência do rádio, dos programas e tal. Mas em contrapartida vem a Internet. A facilidade de divulgação por esse meio, isso contribui para uma retomada. Mas mesmo assim, fragmentou demais. Muita informação gerou muita confusão e descaso. Funcionava legal no Rádio. Aqui a gente tem duas rádios que ainda divulgam Rock, mas ambas são comerciais e elitizadas.

Alexandre Queiróz – Sim, de fato. Essa coisa da elite faz as rádios tocarem coisas que nem é rock, mas por questões de dinheiro, é isso que se vincula. A grande maioria do Rock de verdade é para eles comercialmente inviável.

Marcos FalcãoSabe-se que o Brasil carece de nível cultural, o que dificulta o acesso de bandas que fazem um trabalho bom. Na sua opinião, ainda há esperança para uma possível revolução cultural e ascensão do rock nacional, como foi antigamente?

Alexandre Queiróz – Falta um investimento grande na educação e na cultura. Para mim a coisa toda começa aí. É preciso uma revolução na educação.  Do jeito que está, nunca vamos conseguir resgatar nada. Educação tem que ser prioridade. É preciso um Ministro da Educação e da Cultura que compartilhe de verdade de um ideal de melhora.

Gomes Lira – É preciso colocar gente da área, é como colocar um ministro da saúde que não seja médico, não funciona. O Gilberto Gil quando foi ministro da cultura estava no lugar certo. Foi um período em que o cinema nacional por exemplo, passou a ter um destaque, ele renasceu. No tempo do Collor, o cinema nacional foi morto.

Alexandre Queiróz – A chave de tudo mesmo é o investimento em educação e cultura. Sem isso temos o que acontece hoje, a cultura da bunda, do estupro e por aí vai…

Marcos FalcãoComo funciona a dinâmica da banda? Vocês têm um empresário ou se autogerenciam?

Alexandre Queiróz – A gente se vira com a gente mesmo.  A gente se autogerencia. Tem funcionado, até então. Logicamente que com o crescimento da banda vai chegar um momento em que teremos que ter alguém para nos empresariar, mas no momento a gente tem feito essa parte.

Marcos FalcãoContatos para shows?

Alexandre Queiróz –  Temos nossa página no Facebook, bandaretrovisor.com.br, tem o meu telefone 11 99872610 e o do Gomez que é 11 59386510.

Marcos FalcãoIsso aí. O Rocktown agradece a atenção de vocês e lembra que está sempre apoiando iniciativas de qualidade como essa.

Alexandre Queiróz – Nós é que agradecemos e temos muito prazer em estar aqui tomando uma gelada contigo. Vale lembrar que aqui no Brother’s Beer, além de ser um local aconchegante, onde a gente tem a liberdade de escolher um som para ouvir, foi o lugar onde a gente fez nosso primeiro show com essa formação, lotamos a casa e foi uma noite muito especial.

retrovisorrocktown

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