Totem Prog 2018 – Parte 1

Totem Prog II –  Sábado

Neste sábado e domingo, dias 21 e 22 de abril realizou-se no Teatro UMC a segunda edição do Festival de Rock Progressivo Nacional, o Totem Prog II, onde entre grandes e lendários nomes do nosso prog como Terreno Baldio (hoje com o notável Roger Troyjo nos vocais), Som Nosso de Cada Dia, Violeta de Outono, Sérgio Heins (interpretando canções instrumentais do Terço) e Humahuaca (Willy Verdaguer); figuraram as bandas Kaoll, Arcpelago, Caravela Escarlate, Sent U Feelin (com Robertinho do Recife), Milton Medusa Trio (também com a participação de Robertinho do Recife e Fernando Cardoso) e Stratus Luna (banda mais jovem do festival e não menos incrível por causa disso). O clima foi de viagem total, entre mitos e lendas.

TotemProg

Eu e minha esposa Kátia chegamos ao teatro no mesmo momento que o incrível Renato Moog (tecladista e idealizador do Rick Wakeman Project e integrante do Pink Floyd Dream) e nos encontramos com muita satisfação. Renato nos recebeu de braços e coração aberto, ele também estava ali para registrar o evento e curtir as bandas que tocariam naquele dia. Conversamos por um tempo e logo se juntou a nós meu amigo querido Roger Troyjo (Yessongs, Genesis Live, Giant Steps, entre outros…), que nos apresentou o grande tecladista Fernando Cardoso (Violeta de Outono), o qual tivemos a grande honra de conhecer e conversar. Também fomos apresentados ao Nelson Martins, diretor do Teatro UMC, que nos recebeu com muito carinho e atenção.

Estava lá o grande Roberto Oka, da Moshi Moshi Produtora, responsável pela coisa toda. Ficamos por ali discutindo diversos assuntos, mas logo nos demos conta de que o espetáculo já havia começado e nos apressamos a entrar. Nessa acabei nem conversando com o Roberto Oka, fato que será corrigido muito em breve.

Tive o grande prazer de assistir aos shows deste primeiro dia ao lado do Renato Moog, de quem sou fã incondicional. Trocamos impressões e opiniões valiosas sobre o que acontecia naquele palco incrível. Foi de fato um dia fantástico e inesquecível. Quando entramos e pudemos nos inteirar da apresentação do Kaoll rapidamente ficamos reféns da banda impecável que nos trazia seu sensível trabalho.

E para completar, encontrei o grande Carlos Camasi, baterista do Yessongs, com quem conversei sobre diversos assuntos, inclusive sobre a apresentação deles que seria feita no Camp Rock muito em breve e impressões sobre as bandas maravilhosas que se apresentaram ali.

Abaixo seguem as impressões dos espetáculos deste dia acima de quaisquer expectativas…

Kaoll

Formado por Bruno Moscatiello (guitarra e violão), Yuri Garfunkel (flauta e viola caipira), Gabriel Catanzaro (contrabaixo elétrico e acústico) e Rodrigo Renato(bateria) o Kaoll surge com um progressivo psicodélico, altamente influenciado por sonoridades setentistas, com toques de jazz, adaptados a uma climatização altamente viajante, onde cada músico explora suas habilidades, num conjunto de sons extremamente envolvente. E não foi diferente nesta ocasião, abrindo o Festival Totem Prog II, dando em grande estilo, o tom do que seriam aqueles dois dias.

Comum é a gente ver as bandas de menor porte abrirem um festival, menor poder de fogo, mas neste caso o que se viu foi um evento começar em alta e boa viagem. Sim, pois o Kaoll impressionou por sua qualidade musical. Canções bem elaboradas, músicos compenetrados em trazer sua arte a um público exigente e atento. Fizeram uma apresentação impecável e empolgante, mostrando aos viajantes que a primeira parada daquela jornada seria tão importante quanto todo o resto que se seguiria. Destaque para Even, capitaneada pela flauta transversal de Yuri Garfunkel e muito bem marcada pelo baixo de Gabriel Catanzaro, com Bruno Moscatiello e sua poderosa guitarra duelando com os outros instrumentos, essencial e bem afinada. Uma banda entrosada e harmoniosamente rebelde. Em Khan el Khalili clima sério e viajante logo de cara nos trazendo influências psicodélicas e climáticas a lá Syd Barrett. Perfeita concentração, quase dando formas às notas lisérgicas. Como sempre, flauta fantástica, bem tocada, com sentimento, nos remetendo a Jethro Tull e aos poloneses do incrível Solaris. Uma canção que ganha força, contagiante e inspiradora.

A postura dos músicos no palco era digna de nota. Muito tranquilos e seguros do que faziam, nos davam a impressão de estarem tocando na natureza, tamanha calma e tranquilidade. Minha esposa Kátia fez uma observação que deveria haver umas folhas de coqueiro espalhadas pelo palco, assim valorizaria ainda mais o clima que se sentíamos, pois o Kaoll tem o dom de nos levar a lugares paradisíacos com suas melodias.

Outros momentos que merecem destaques foram os covers do Pink Floyd, Echoes e When you’re in, do Meddle e Obscured by Clouds. Pudemos ver a versatilidade e criatividade desses garotos criando uma Echoes linda e diferenciada, sem perda de essência, com apenas quatro minutos de duração, mas um belo trabalho de flauta, levando a galera a aplausos entusiasmados, inclusive deste que vos fala.

Deixaram a sensação de quero mais. E o CD recente dos caras, Sob os Olhos de Eva, cumpre o mesmo papel do que se viu no palco. Em breve você vai ler sobre ele aqui no Roadrock.

Destacando um momento maravilhoso, fiquei muito feliz em conhecer quase todos da banda no dia seguinte, onde conversamos animadamente e trocamos contatos. Bruno Moscatiello é um cara sensacional, simpático, inteligente e muito dedicado. Conheci também o Renato Shimmi, autor do livro Sob os Olhos de Eva, de onde veio a inspiração para o CD, um cara incrível, observador, inteligente e grande amante da música progressiva, outro membro da banda, uma das inspirações que os caras carregam. Conversamos por algum tempo e fiquei fascinado com as ideias e a força que ele traz para seus amigos.

O Kaoll foi uma surpresa inesperada e que abriu o festival em alto e bom som, me senti verdadeiramente presenteado por poder conhecer esses caras e participar de um show deles, tanto que comprei os dois CDs que estavam à venda no Teatro.

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Arcpelago

A segunda banda a entrar, projeto magnífico de Ronaldo Rodrigues, subiu ao palco e introduziu seu trabalho com Sopro Vital, canção que abre o Simbiose, seu CD de estreia. Logo de cara os cariocas (menos Ronaldo, que é paulista), mostraram que não vieram a São Paulo para brincar. Os caras teceram um progressivo digno da mais alta nota, lançando nossas mentes no infinito. Músicos com personalidade, muito bem entrosados, capitaneados pelas teclas mágicas do Ronaldo, grande criador de climas e sons de várias dimensões. O baixo de Jorge Carvalho chegava a ser espetacular, marcando majestosamente, ajudando a compor o melhor cenário em nossa imaginação e um sentimento único.

Interessante perceber antes da canção seguinte, Ronaldo perguntando se o som estava legal… Acredito que naquela hora, depois do petardo inicial, ninguém teria nada a dizer sobre o som. Todo mundo ainda viajava naquela melodia toda. E continuou, pois, Distância de um Dia a Outro chegou anunciada e acompanhada pelo competente baixo, que aliás pude perceber ao longo do show como essencial. Eu só conseguia pensar na noite e um monte de referências dos anos setenta que esse momento me trouxe. Para mim era a primeira vez que via os caras, mas sentia coisas incríveis. Uma sonoridade envolvente, competente, sensacional. Bateria espetacular, épica, sinceramente, já logo na segunda música tive que reconhecer que aquilo que estava vendo era uma banda de máxima qualidade, tanto em talento quanto em composição e pensei que mais poderia vir daquela viagem. Já fiquei ansioso para comprar o CD. Mas não queria sair dali por nada desse mundo. Por sorte no intervalo consegui comprar um.

Cidade Solar e Apoiado em Ombros de Gigantes, esta última nova composição, vieram encantando a todos de vez, nos levando a um caminho sem volta, pois dali não se saia nem para ir ao banheiro. Cada um deles nos trazia um pedacinho do conjunto da obra, músicos muito habilidosos e tocando com emoção. O guitarrista Diogo Aratanha faz uma performance impecável e lembra o grande Jimmy Page do Led Zepelim tanto em seu estilo quanto em sua aparência e corte de cabelo.

Outra nova, Como Soa a Verdade e Universos Paralelos trouxeram encantamentos e emoções a todos. E o Arcpelago fechou seu show com Dentro de Si, a maior composição do Simbiose, cheia de detalhes e climas, maravilhosa e perfeita, deixando o público com vontade de ver tudo de novo. Aliás característica forte desses caras, curiosamente percebi que o trabalho deles sempre pede bis. Tente ouvir o Simbiose. Uma vez nunca basta, quase sempre recomeço a audição imediatamente. Um trabalho viciante!

Também fui agraciado em conhecer e cumprimentar o grande Ronaldo Rodrigues, do qual também sou fã, desde seu trabalho na Caravela Escarlate.

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Caravela Escarlate

Após um breve intervalo, começou o show, grande projeto do baixista David Caravelle, contando com Elcio Cáfaro na bateria e onde figura também nos teclados nosso querido Ronaldo Rodrigues. E envolto em brumas e luzes vermelhas, a Caravela Escarlate zarpou com sua música tema, quase que como um playback do CD, de tanta perfeição no palco. O que se via e ouvia era um progressivo da mais alta qualidade. Sério, aquilo tudo parecia um sonho de tão bom. Dava para perder a noção do tempo. Ao fundo do palco era projetada a imagem em movimento da caravela, alternando se com outras imagens, enquanto o baixo de David Caravelle seguia em frente, trazendo toda a massa sonora da banda em harmonia nas mais incríveis instrumentações, característica forte desse povo, lembrando de leve as grandes composições de um Marillion que já não existe mais, mas sem deixar de nos mostrar que ali a Caravela Escarlate estava fora do mar, entre as nuvens e aves!

Antes da próxima canção Ronaldo nos contou como foi esse negócio de estar em duas bandas tão diferentes e tão incríveis (você lê sobre isso na resenha do Simbiose aqui no blog). Foi um momento que só aumentou a intimidade que todos nós criamos com A banda e seus músicos espetaculares.

Um Brilho frágil no Infinito, canção que abre o CD, veio a nos brindar com sua velocidade e belas melodias, sem contar o excelente trampo de bateria que aqui se evidencia ainda mais, característica forte das grandes bandas de Rock Progressivo da história da música. Destaque para a melodiosa voz de David Caravelle, soando ainda mais inspirada do que no estúdio, permeada pelo Moog de Ronaldo Rodrigues, combinação mais que bem-vinda. Não consigo deixar de me lembrar de algo de Uriah Heep nas melodias do teclado nessa canção.

Depois veio uma mais quente segundo as palavras do Ronaldo, Futuro Passado, realmente o ponto forte e encorpado do espetáculo, com incríveis animações projetadas no fundo do palco, dando um ar de desenhos de ficção dos anos oitenta, ilustrando de forma magnífica a letra atemporal e inspirada. Uma canção forte para se ver e ouvir.

E em meio a tantas viagens, vale destacar Planeta Estrela que encantou a todos, com certeza um dos momentos mais espetaculares. Bela, épica, intensa. Melhor ainda do que a versão de estúdio! Provocando sentimentos e lágrimas nos mais sensíveis. Momento de grande introspecção e imaginação, com Ronaldo criando imagens com seus místicos teclados. Ficou difícil regressar de tão espetacular dimensão.

A Caravela Escarlate cumpriu sua missão de decolar e levar todos em seu convés, para reinos distantes e mundos além de nossa realidade, nos proporcionando momentos de pura beleza e contentamento. Foi sem dúvida um espetáculo de disparar corações e despertar mentes.

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Terreno Baldio

Um dos nomes mais antigos e importantes do Rock brasileiro, o Terreno Baldio foi a penúltima atração do sábado, formado nos anos setenta, hoje conta com Roger Troyjo nos vocais, no lugar do falecido João Carlos Kurk. Formado ainda por Mozart Mello (guitarras), Ronaldo Lazzarini (teclados), Edson Ghilardi (bateria), Geraldo Vieira (baixo) e Cassio Poletto (violino).

Fizeram um show rico e poderoso, contando com toda a experiência acumulada pelos músicos ao longo de sua carreira. O vocalista Roger Troyjo se adaptou muito bem ao contexto da banda, bem de acordo com seu estilo. Ele canta também no Giant Steps, cover do Gentle Giant, uma das principais influências do Terreno Baldio.

Entre tantas canções, umas que não estão em nenhum disco, segundo Lazzarini, destacam se Água que Corre, Quando as Coisas Ganham Vida, Este é o Lugar, Despertar e Acuelôo.

Falar sobre os atributos de músicos com tanta experiência é até mesmo redundante e repetitivo. O fato é que o Terreno Baldio cumpre seu papel hoje tão bem quanto antigamente, apesar de estar sem o João.

Grite também foi um momento de grande energia, pois ficou muito claro que com o Terreno Baldio você pode gritar!

Uma apresentação complexa, com harmonias intrincadas e som que por algumas vezes nos remete não só aos complexos caminhos percorridos pelo Gentle Giant, mas também com alguma coisa do Yes. Impossível não comentar a técnica e agilidade com que o Mozart Mello possui. Simplesmente um privilégio poder ver alguém tocar com tamanha habilidade e experiência. Por diversos momentos lembrei-me do grande Steve Howie do Yes. Também pudera, Mozart Mello é uma lenda viva!

As influências regionais em Saci Pererê nos levaram para o fundo do mato, numa interpretação vocal espetacular do nosso Roger. Lembrei-me do Sítio do Pica Pau Amarelo, um dos mais saudosos momentos da infância de muitos de nós, apesar de não haver nenhuma música deles diretamente relacionada.

O Voo Sempre Continue, de autoria do Maestro Lazzarini, nos trouxe um belo arranjo de piano e violino, característica aliás muito forte no trabalho do grupo. Equilibrada, instrumental e alucinada nos momentos certos. O público aplaudiu empolgado.

Pássaro Azul é mais um momento que merece nota, pois pudemos ver um verdadeiro duelo de guitarra e violino, algo que empolgou o público, ao mesmo tempo que encantava a todos. Muito sentimento e virtuosismo de músicos espetaculares. Um dos pontos altos do histórico show.

Quem conferiu essa apresentação com toda certeza nunca mais vai esquecer de um algo tão completo e até mesmo renovado, mostrando uma banda clássica, influência de muita gente, que ainda se mantém com alto padrão de qualidade.

Ficou a vontade de ver de novo, algo muito possível pois esses caras voltaram para ficar. Simplesmente mágico…

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Som Nosso de Cada Dia

Para encerrar o primeiro dia do festival subiu ao palco o incrível Som Nosso de Cada Dia. Banda que existe desde 1972, salvo as mudanças de formação, voltou a fazer parte do contexto do Rock Nacional, abrangendo sua carreira e o material dos dois álbuns, Snegs e Sábado Domingo, de 72 e 77.

Hoje a banda conta com Fernando Cardoso (teclados), Marcelo Schivanno (guitarra e voz), Pedro Calasso (percussão e voz), Edson Gilardi (bateria), Pedro Baldanza (baixo e voz) e a participação de Cassio Poletto (violino).

Magistrais, habilidosos e simplesmente fantásticos, os músicos se superam no palco, dando um show de maturidade musical, conquistada ao longo de muitos anos. Mesmo os que chegaram agora, músicos de extrema competência, como é o caso de Marcelo Schivanno, um guitarrista excepcional, o qual eu conhecia do maior cover de Black Sabbath do Brasil que vi até hoje, o Electric Funeral, onde vi pela primeira vez sua habilidade com o trabalho de Tony Iommi. Aqui totalmente diferente, pude ver a versatilidade com que o músico trata o Rock Progressivo e tive certeza absoluta do talento do rapaz. Magnífico é pouco para definir o trabalho dele nesta banda. Realmente foi uma grata surpresa!

O Som Nosso surpreende e agrada logo no início, quando um duelo de guitarra e violino empolgou o público, aquecendo a apresentação de imediato. Foi um momento tão bom quanto o outro duelo presenciado no Terreno Baldio.

Tinta Preta Fosca mostrou a força da banda, numa levada contagiante e um excelente trabalho de teclado, numa harmônica perfeita. Solos de guitarra matadores davam o recado do metal presente nas influências do grande guitarrista.

Sinal da Paranoia merece destaque, pois foi uma interpretação consistente e poderosa, muito bem arranjada. Um vocal impecável, um pouco mais contido do que no passado, porém muito bem afinado. Suíte extremamente valorizada com uma guitarra forte e precisa. Projeções estelares no fundo do palco nos conduziram literalmente ao espaço e alternando com fotos antigas dos músicos, nos trouxeram ainda mais o tom de viagem no tempo.

Vieram outros clássicos, como Massavilha e Snegs de Biufrais na qual antes, nosso Pedro Baldanza parou um momento para conversar com o público, definindo seu trabalho como Música Progressiva Brasileira, destacando as dificuldades dos tempos de hoje e a necessidade de inovar com ideias e elementos, tornando os trabalhos mais ricos e refinados, superando os limites da criatividade impostos por este ou aquele rótulo. Foi muito aplaudido por todos, afinal a galera que estava ali sabe das coisas, conhece música de qualidade. Comentário que veio bem a calhar, pois o que se diz Rock Progressivo no mundo a fora ultrapassa fronteiras, se mesclando a novas coisas e outros estilos, sem perder sua identidade musical. Por que seria diferente no Brasil?

E assim Snegs de Biufrais foi mais um momento de contemplação e paz, com arranjos perfeitos e uma liberdade sonora que caracteriza todo o trabalho deles. Uma volta aos anos setenta e toda a calma e tranquilidade que as bandas pregavam naqueles tempos. Inerente ao estilo da banda, o lance de jazz aqui ficou um pouco mais evidente.

Rolou também uma nova canção, Lixo Per Capita, muito interessante nos mesmos moldes dos trabalhos mais antigos tão queridos por todos nós.

A Outra Face veio abrilhantar a noite e fazer todo mundo viajar ainda mais. Bicho do Mato contou com a participação dos músicos do Terreno Baldio e agitou a galera, um rock forte e divertido, propondo os prazeres de uma vida longe da cidade, algo que deu origem a outro momento impressionante e indispensável na noite, a execução de Pássaro Azul junto com o Som Nosso, para encerrar o show em alto nível, mostrando a amizade e cumplicidade entre as duas bandas, ambas históricas e essenciais ao Progressivo no Brasil, influências de muitos até hoje, e nas novas promessas que surgem no estilo.

O Som Nosso de Cada Dia faz sua parte, valorizando um cenário nem tão conhecido por todos, mas cheio de gente de bom gosto, que gosta e compreende a música de verdade e acaba passando isso através de gerações, mantendo vivo o estilo, apesar de caminhar fora dos modismos de plantão.

Saímos do Teatro UMC encantados e com o coração cheio de expectativas para o dia seguinte, pois havíamos completado apenas as primeiras escalas de uma viagem que ainda contaria com outras paradas não menos fantásticas que as que tínhamos seguido…

 

somnossoroadrock

 

Por Marcos Falcão

4 comentários em “Totem Prog 2018 – Parte 1

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