Purple Fiction – Um Tributo ao Deep Purple

02 de agosto, Café Piu Piu

37728302_1886014991436618_7464425832123990016_nE lá vamos nós de novo em mais uma empreitada muito bem sucedida de nosso amigo Roger Troyjo, que parece que não vai parar nunca de nos surpreender. Se já não bastasse o Yessongs, Genesis Live, Supertramps, Giant Steps, Marillion Cover, Estação do Groove, Only a Fool Would Play That e Rush Project, o cara vem com um tributo ao Deep Purple! E o melhor, reuniu para este intento uma equipe de peso, algo que (apesar de não ter nada a ver em questão de estilo), me trouxe a memória uma banda de Hard Rock chamada Badlands, que nos anos 80 foi algo extraordinário, pois mantinha um line up estelar, onde brilharam Ray Gillen, Eric Singer, Gray Chaisson, Jeff Martin e Jhon West, todos membros de bandas históricas e que trouxeram à luz um álbum lendário e perfeito no estilo que se propunha, até hoje cultuado entre os fãs do gênero.

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No Purple Fiction acontece algo parecido. Juntaram se ao Roger nos vocais, Carlos Camasi (estupendo baterista do Yessongs), Biel Astolfi (explêdido cantor e multi instrumentista com trabalhos como Ceos e o Carro Bomba, onde brilha de diversas formas), Vitor Giovanitti (talentoso guitarrista do Yessongs, Genesis Live, entre outros) e Jimmy Pappon (tecladista performático e sensacional, membro do alucinante trio Bombay Groove).

Cinco estrelas comprometidas em nos trazer o melhor de todas as fases do Deep Purple. E para este show um dos presentes foi a execução na íntegra do emblemático e essencial álbum In Rock de 1970, que para muita gente foi o ponto de partida da saga de uma banda que pode ser considerada uma das percursoras do Rock setentista, sendo influência para muitas outras bandas ao longo dos anos e, apesar das mudanças de formação, continuando até hoje nos trazendo material de muita qualidade, tanto ao vivo como em estúdio. É inegável a importância do Deep Purple para a história do Rock, e se comprometer a desvendar esse universo de sons de qualidade e sentimento não é algo que qualquer um seja capaz de fazer.

01.jpgNos primeiros momentos de Speed King o Purple Fiction já nos tomou de assalto e fomos transportados a 1970. Peso, técnica, perícia, comprometimento e carisma só se reafirmavam no decorrer de cada canção. Child in Time veio nostálgica, encorpada, cheia de feeling. Assim como todas as canções do álbum trazidas à luz do nosso século, coisas até  nem o Deep Purple havia tocado na sua totalidade ao vivo, mas que ali ganhavam forma e cor. Tudo com impecáveis arranjos, para deixar qualquer fã doido.

Já ganharam a galera no primeiro tempo, onde ainda tivemos mais clássicos como Highway Star, Fireball, You Fool No On, entre outros que fizeram a alegria da noite. Vimos o Roger assumir um Ian Gillan e um David Coverdale que funcionaram muito bem, mais roupagens artísticas do camaleão do Rock, que não é David Bowie, mas possui múltiplas formas vocais.

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Foi um estado de superação para aquelas estrelas reunidas ali no palco. Biel Astolffi fez um baixo muito competente e brilhou também na segunda voz, nos trazendo um Glen Hughes de respeito em todos os sentidos. Impressionante o trabalho desse cara!

Depois do intervalo os caras voltaram com ênfase na fase Coverdale/Hughes, para a alegria da galera. Apesar das lendas de que o Deep Purple não era muito aceito pelos fãs nessa fase, o que se vê hoje em dia é justamente o contrário. As pessoas buscam aquelas canções e curtem demais o groove e a inspiração que a banda assumiu naquela época, principalmente no curto espaço de tempo em que Tommy Bolin assumiu as guitarras.

O Come Taste the Band é muito cultuado pelos fãs que o tratam quase como algo de uma banda diferente. Então um cover ou tributo que se proponha a executar qualquer coisa dessa fase merece muito a atenção. Os álbuns Burn e Stormbringer também são muito bem vindos, e nessa vibe veio Lady Double Dealer, o “Thrash Metal” da noite. Rápida, forte e persistente, colocou fogo no Piu Piu. Assim como Burn e Might Just Take your Life fizeram.

03.jpgStormbringer, onde subiu ao palco para uma participação especial muito bem vinda, o guitarrista Alexandre Chamy (Ceos, Oaklore e Pink Floyd Dream), nos trouxe uma verdadeira tempestade. Tal canção não poderia ser mais adequada ao músico, que nos entregou um inspiradíssimo e poderoso momento, muito bem aceito por todos.

You Keep on Moving e Love Child foram os destaques da Era Tommy Bolin e não deixaram a desejar. The Battle Rages On foi executada com tanta categoria que casou perfeitamente com as fases mais antigas do original, mostrando a versatilidade dos arranjos do Purple Fiction com as diferentes fases dos dinossauros do Rock.

Perfect Strangers não pôde faltar e fez todo mundo cantar, numa versão incrível e cheia de sentimento, como não poderia deixar de ser. Hush foi o bis, voltando lá para 1969 e agitando todo mundo. Ninguém queria ir embora, mas a banda já havia esgotado seu repertório, foram diversos clássicos, um atrás do outro e canções que nunca havíamos visto com a banda original. Estava mais do que sacramentada a bela homenagem. Apesar que cairiam muito bem no set This time Around e Owed to G…

Vale destacar o poderoso solo de bateria de Carlos Camasi e os arranjos de teclado de Jimmy Pappon, que nos trouxe quase toda a loucura do saudoso Jon Lord, com seu estilo selvagem e intenso.

Na sua totalidade, um time muito bem preparado, juntando músicos fenomenais que se deram muito bem em tocar todo aquele material lendário de uma banda essencial para todos os seguidores do Rock.

Defeitos?? Olha, se tiver eu não sou capaz de detectar, me desculpem. No máximo de vez em quando a voz ficava um pouco baixa, mas logo tratavam de corrigir essa falha. De resto sinceramente não há que falar, fazia muito tempo que eu não me divertia tanto e com tanto sentimento. Era como se o próprio Deep Purple estivesse por ali. O melhor tributo desse gênero que eu já vi!

Acredito que nos resta agradecer muito ao Roger Troyjo por nos trazer a realização de mais um sonho, pois ressuscitar clássicos como ele faz é algo simplesmente sensacional e muito bem vindo para todos que vivem a grande magia que é o Rock.

Infelizmente por motivo de forças maiores, acabei perdendo quase toda a apresentação que tinha gravado…

Dê uma olhadinha nos links abaixo e confira os únicos dois momentos que me sobraram das gravações desse espetáculo…

Espero que curtam e compartilhem…

https://www.youtube.com/watch?v=WioEfUoh2xU

https://www.youtube.com/watch?v=JPxwNf09ZvY

 

Marcos Falcão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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